Neurocirurgia funcional é uma subespecialidade da neurocirurgia que se concentra em tratar distúrbios neurológicos por meio de intervenções cirúrgicas que visam modificar ou restaurar funções nervosas anormais. Essa área da neurocirurgia é voltada para o tratamento de condições como epilepsia, dor crônica, distúrbios do movimento (como Parkinson e distonia), e certas condições psiquiátricas (como depressão resistente ao tratamento e transtorno obsessivo-compulsivo).
Os procedimentos típicos em neurocirurgia funcional incluem:
Estimulação Cerebral Profunda (DBS): Um procedimento em que eletrodos são implantados em áreas específicas do cérebro para fornecer estimulação elétrica, ajudando a regular os sinais neurológicos anormais.
Ablação: Remoção ou destruição de pequenas áreas do cérebro que estão causando sintomas, como em alguns casos de epilepsia.
Radiocirurgia Estereotáxica: Uso de radiação altamente focada para tratar áreas precisas do cérebro, sem a necessidade de uma incisão cirúrgica.
Neuromodulação: Intervenções que modificam a atividade nervosa através de dispositivos implantados, como estimuladores de nervos.
Esses procedimentos têm como objetivo melhorar a qualidade de vida dos pacientes, aliviando sintomas incapacitantes que não respondem a outros tratamentos.
Os principais procedimentos neurocirúrgicos para aliviar a dor crônica envolvem técnicas de neuromodulação e ablação que interferem na condução dos sinais de dor no sistema nervoso. Aqui estão alguns dos procedimentos mais utilizados:
1. Estimulação da Medula Espinhal (Spinal Cord Stimulation – SCS):
Um dispositivo semelhante a um marca-passo é implantado sob a pele, com eletrodos posicionados ao longo da medula espinhal. Esses eletrodos enviam pulsos elétricos que interferem nos sinais de dor antes que eles cheguem ao cérebro. Usado principalmente para dor neuropática, como na síndrome da dor regional complexa (CRPS) e dor nas costas após cirurgias (Fail back surgery syndrome).
2. Bombas de Infusão de Medicamentos Intratecais: Um pequeno cateter é implantado na coluna espinhal para administrar medicamentos analgésicos diretamente no líquido cefalorraquidiano. Isso permite doses menores de medicamentos, com menos efeitos colaterais em comparação com os medicamentos sistêmicos. Indicado para pacientes com dor crônica que não respondem adequadamente aos tratamentos convencionais.
3. Neurotomia ou Rizotomia: Procedimento que envolve a lesão seletiva de fibras nervosas responsáveis pela condução da dor. Isso pode ser feito por métodos como radiofrequência ou injeção de agentes químicos. Frequentemente utilizado para tratar dores em nervos específicos, como a neuralgia do trigêmeo ou dores cervicais e lombares.
4. Estimulação Cerebral Profunda (Deep Brain Stimulation – DBS): Eletrodos são implantados em áreas específicas do cérebro para modular a atividade neural e aliviar a dor. Embora mais comum no tratamento de distúrbios do movimento, o DBS pode ser usado em casos severos de dor crônica. Pode ser utilizado na dor central (como após acidente vascular cerebral) ou dor neuropática refratária.
5. Cordotomia: Cirurgia que envolve a secção de partes da medula espinhal para interromper a condução de sinais de dor, geralmente utilizada em casos de dor intratável em pacientes com doenças terminais. Utilizado para alívio da dor severa e intratável em casos de câncer avançado.
6. Neurectomia: Remoção cirúrgica de um nervo específico que está causando dor. É uma abordagem mais radical, usada apenas quando outras opções falharam. Indicado para dor severa em áreas bem localizadas que não respondem a outros tratamentos.
7. Radiocirurgia Estereotáxica: Utiliza radiação focada para lesar áreas específicas do cérebro ou medula espinhal associadas à dor. Utilizado em casos específicos de dor crônica que não podem ser tratados por métodos convencionais.
Esses procedimentos são geralmente considerados quando os tratamentos convencionais, como medicamentos, fisioterapia e intervenções menos invasivas, não proporcionam alívio suficiente da dor crônica. A seleção do procedimento adequado depende da natureza, localização e gravidade da dor, bem como das condições de saúde gerais do paciente.
A cirurgia para tumores cerebrais é uma parte essencial do tratamento, e a escolha do procedimento depende de fatores como o tipo, localização, tamanho do tumor e a condição geral do paciente. Aqui estão os principais tipos de cirurgia para tumores cerebrais:
1. Craniotomia: É a cirurgia mais comum para remover tumores cerebrais. Envolve a abertura de uma parte do crânio (retirada temporária de um osso craniano) para acessar o cérebro e remover o tumor. Após a remoção, o osso é recolocado. Usada para tumores localizados em áreas acessíveis do cérebro. Pode ser total (quando o tumor é completamente removido) ou parcial (quando apenas parte do tumor pode ser removida para evitar danos ao cérebro).
2. Craniotomia Estereotáxica: Uma forma avançada de craniotomia que utiliza imagens de ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada (TC) em combinação com um sistema de navegação por computador para guiar o neurocirurgião com alta precisão. Ideal para tumores pequenos e profundamente localizados que seriam difíceis de acessar com uma craniotomia tradicional.
3. Cirurgia Endoscópica: Utiliza um endoscópio (um tubo fino com uma câmera e luz) inserido por uma pequena incisão ou pela cavidade nasal para acessar e remover o tumor. Usada para tumores localizados em áreas como a hipófise ou próximo das cavidades ventriculares do cérebro. É menos invasiva e geralmente requer menos tempo de recuperação.
4. Neurocirurgia Assistida por Fluorescência: Durante a cirurgia, um corante fluorescente (como a 5-ALA) é administrado ao paciente, que se acumula preferencialmente nas células tumorais, fazendo com que elas brilhem sob uma luz especial. Isso permite ao cirurgião distinguir melhor entre tecido saudável e tumor. Utilizada para tumores como o glioblastoma, para ajudar a garantir a remoção máxima do tumor enquanto minimiza o dano ao tecido cerebral saudável.
5. Radiocirurgia Estereotáxica (Gamma Knife, CyberKnife): Não envolve uma incisão, mas sim o uso de radiação focada para destruir o tumor. A radiação é direcionada com alta precisão para minimizar o dano ao tecido saudável circundante. Apropriada para tumores pequenos ou em áreas do cérebro de difícil acesso para a cirurgia convencional, como tumores cerebrais metastáticos, meningiomas, neurinomas do acústico, entre outros.
6. Craniotomia com o paciente acordado – AWAKE Surgery: Durante a cirurgia, o paciente é despertado em certos momentos para permitir a avaliação da função cerebral em tempo real enquanto o tumor é removido. Isso é feito para minimizar o risco de danos a áreas críticas do cérebro responsáveis por funções como fala e movimento. Usada principalmente para tumores localizados em áreas eloquentes do cérebro, onde a remoção completa pode comprometer funções importantes.
7. Ressecção a Laser Assistida por MRI: Utiliza um laser para aquecer e destruir células tumorais, guiado em tempo real por imagens de ressonância magnética. Adequada para tumores pequenos e em áreas difíceis de acessar, onde a cirurgia tradicional pode ser arriscada.
8. Biopsia Cerebral Estereotáxica: Um procedimento menos invasivo, onde uma amostra do tumor é retirada para diagnóstico, guiada por imagem de Ressonância magnética ou Tomografia computadorizada. Não remove o tumor completamente, mas fornece informações essenciais para o planejamento do tratamento. Usada quando a remoção cirúrgica completa não é possível ou quando o diagnóstico do tipo de tumor precisa ser confirmado antes de iniciar outros tratamentos.
A escolha do tipo de cirurgia é personalizada, levando em consideração a localização do tumor, os riscos potenciais e as necessidades individuais do paciente. Em alguns casos, a cirurgia pode ser seguida por outras terapias, como radioterapia ou quimioterapia, para tratar células tumorais remanescentes.
O tratamento da espasticidade em pacientes com paralisia cerebral é multidisciplinar e envolve várias abordagens para melhorar a qualidade de vida e a funcionalidade. A espasticidade, que é um aumento do tônus muscular devido a uma lesão do sistema nervoso central, pode causar dificuldades de movimento, postura anormal e dor. O tratamento é personalizado, dependendo da gravidade da espasticidade e das necessidades específicas do paciente. Aqui estão as principais opções de tratamento:
1. Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Objetivo: Melhorar a amplitude de movimento, fortalecer os músculos, promover a mobilidade funcional e prevenir contraturas.
2. Tratamento Medicamentoso
Medicamentos Orais:
Baclofeno: Um relaxante muscular que diminui a espasticidade, agindo no sistema nervoso central.
Diazepam: Um benzodiazepínico usado para relaxar os músculos, embora possa causar sedação.
Tizanidina: Um relaxante muscular que atua centralmente e pode reduzir a espasticidade.
Dantroleno: Age diretamente no músculo esquelético para reduzir a contração muscular.
Toxina Botulínica (Botox):
Efeito: Temporário, dura geralmente 3 a 6 meses, mas pode ser repetido.
3. Bombas de Baclofeno Intratecal
Dispositivo implantado cirurgicamente que administra baclofeno diretamente no líquido cefalorraquidiano, permitindo controle da espasticidade com doses menores e menos efeitos colaterais sistêmicos.
4. Rizotomia e Neurotomia
Rizotomia Dorsal Super-Seletiva (SSDR):
Procedimento cirúrgico que envolve a secção seletiva das raízes nervosas dorsais da medula espinhal para reduzir a espasticidade.
Neurotomia Periférica
5. Ortopedia
Cirurgias Ortopédicas
6. Uso de Órteses
Dispositivos como talas, AFOs (órteses para tornozelo e pé) e outros suportes são usados para manter o posicionamento correto das articulações, prevenir contraturas, e melhorar a funcionalidade.
7. Terapias Complementares
Terapias como a hidroterapia, equoterapia, e terapia ocupacional com integração sensorial
Terapia com vibração de corpo inteiro e técnicas de biofeedback
8. Abordagens Inovadoras
Terapias como estimulação elétrica funcional (FES) e estimulação magnética transcraniana (TMS
O tratamento da espasticidade em pacientes com paralisia cerebral é contínuo e pode envolver a combinação de várias dessas abordagens ao longo do tempo, ajustando as intervenções de acordo com as mudanças nas necessidades do paciente e os avanços na reabilitação.
Sim, a dor do trigêmeo, também conhecida como neuralgia do trigêmeo, possui diversas opções de tratamento que variam conforme a gravidade dos sintomas, a resposta aos tratamentos iniciais e as condições de saúde geral do paciente. A abordagem terapêutica geralmente é escalonada, começando com tratamentos menos invasivos e progredindo para opções mais avançadas, se necessário. A seguir, estão os principais tratamentos disponíveis para a dor do trigêmeo:
1. Tratamento Medicamentoso
Os medicamentos são geralmente a primeira linha de tratamento para a nevralgia do trigêmeo. Eles visam reduzir ou bloquear os sinais de dor transmitidos pelo nervo trigêmeo.
Anticonvulsivantes:
Carbamazepina: Considerado o tratamento de primeira linha, é eficaz na redução dos episódios de dor.
Oxcarbazepina: Alternativa à carbamazepina com menos efeitos colaterais.
Gabapentina e Pregabalina: Utilizados especialmente quando há contraindicações aos anticonvulsivantes tradicionais.
Tegaserode e Lamotrigina: Outras opções anticonvulsivantes que podem ser consideradas.
Relaxantes Musculares:
Baclofeno: Pode ser usado em combinação com anticonvulsivantes para aumentar o controle da dor.
Analgésicos Orais:
Em alguns casos, analgésicos comuns podem ser utilizados para alívio complementar, embora geralmente não sejam suficientes sozinhos.
2. Procedimentos Minimante Invasivos
Quando os medicamentos não controlam adequadamente a dor ou causam efeitos colaterais intoleráveis, procedimentos minimamente invasivos podem ser considerados.
Injeção de Glicerol
Radiofrequência PERCUTÂNEA:
Descrição: Utiliza ondas de rádio para interromper a transmissão dos sinais de dor através do nervo trigêmeo.
Vantagens: Menor risco de danos permanentes ao nervo e possibilidade de repetição do procedimento.
Injeções de Toxina Botulínica (Botox)
3. Cirurgias
Para casos mais severos ou refratários aos tratamentos anteriores, intervenções cirúrgicas podem ser recomendadas.
Descompressão Microvascular:
Procedimento neurológico aberto onde o neurocirurgião alivia a pressão sobre o nervo trigêmeo causada por vasos sanguíneos próximos.
Radiocirurgia Estereotáxica (Gamma Knife):
Utiliza radiação altamente focalizada para lesionar parte do nervo trigêmeo, interrompendo a transmissão da dor.
Rizotomia Percutânea:
Procedimento que envolve a lesão seletiva das fibras nervosas do nervo trigêmeo por meio de instrumentos como o balão de compressão ou radiofrequência.
4. Terapias Complementares e Alternativas
Embora não substituam os tratamentos convencionais, algumas terapias complementares podem ajudar a manejar a dor e melhorar a qualidade de vida.
Acupuntura:
Pode ajudar a reduzir a percepção da dor em alguns pacientes.
Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC):
Técnicas de Relaxamento e Meditação:
5. Considerações Importantes
Diagnóstico Preciso: É fundamental confirmar que a dor é realmente de origem trigeminal e descartar outras possíveis causas.
Personalização do Tratamento: Cada paciente pode responder de maneira diferente aos tratamentos, sendo essencial uma abordagem personalizada.
Monitoramento Contínuo: A dor do trigêmeo pode variar ao longo do tempo, exigindo ajustes no plano de tratamento.
Pacientes com dor do trigêmeo devem ser acompanhados por uma equipe multidisciplinar, incluindo neurologistas, neurocirurgiões e especialistas em dor, para determinar a melhor abordagem terapêutica baseada nas características individuais da dor e nas necessidades do paciente.
Em resumo, a dor do trigêmeo possui múltiplas opções de tratamento que podem proporcionar alívio significativo e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. É essencial buscar orientação médica especializada para avaliar as melhores alternativas disponíveis conforme cada caso específico.
Ter uma hérnia de disco não significa necessariamente que você precisará de cirurgia. A maioria dos casos de hérnia de disco pode ser tratada com abordagens conservadoras (não cirúrgicas) e muitas pessoas experimentam uma melhora significativa com o tempo. A decisão de operar depende de vários fatores, incluindo a gravidade dos sintomas, a resposta ao tratamento conservador e o impacto da condição na sua qualidade de vida.
Quando a Cirurgia Geralmente Não é Necessária
Muitas vezes, o tratamento conservador é eficaz, e a cirurgia pode ser evitada. As opções incluem:
Medicação:
Analgésicos, relaxantes musculares, medicamentos para dor neuropática
Fisioterapia
Injeções de Corticosteroides:
Bloqueios Epidurais: Injeções de esteroides na área ao redor do nervo comprimido podem reduzir a inflamação e a dor.
Mudanças no Estilo de Vida
Quando a Cirurgia Pode Ser Considerada
A cirurgia pode ser necessária em casos mais graves ou quando o tratamento conservador não oferece alívio adequado. As indicações comuns para a cirurgia incluem:
Dor Severa e Persistente:
Quando a dor nas costas ou nas pernas (ciática) é intensa, persistente por mais de 6-12 semanas, e não responde ao tratamento conservador.
Déficit Neurológico Progressivo:
Se você está experimentando fraqueza, dormência, ou perda de controle motor em uma perna ou braço, isso pode indicar compressão severa do nervo e justificar a intervenção cirúrgica.
Síndrome da Cauda Equina:
Uma emergência médica rara em que ocorre perda do controle da bexiga e intestino, dormência na área do períneo (ao redor do ânus e genitais), e fraqueza nas pernas. Isso requer intervenção cirúrgica imediata.
Incapacidade de Realizar Atividades Diárias:
Se a hérnia de disco estiver afetando significativamente sua capacidade de realizar atividades diárias e o trabalho, e se outras formas de tratamento não ajudarem, a cirurgia pode ser considerada.
Tipos de Cirurgia para Hérnia de Disco
Se a cirurgia for necessária, as opções incluem:
Discectomia ou Microdiscectomia:
Remoção da parte da hérnia de disco que está comprimindo o nervo. A microdiscectomia é uma versão menos invasiva, utilizando um microscópio cirúrgico.
Laminectomia:
Remoção de parte da lâmina (parte da vértebra) para aliviar a pressão sobre o nervo.
Fusão Espinhal:
Fusão de duas ou mais vértebras para estabilizar a coluna, geralmente usada em casos de instabilidade ou quando múltiplos níveis da coluna estão afetados.
Considerações Finais
A decisão de operar deve ser baseada em uma avaliação cuidadosa com o neurocirurgião, que considerará todos os fatores específicos do seu caso, incluindo a gravidade dos sintomas, a resposta ao tratamento conservador e suas preferências pessoais. Em muitos casos, o tratamento não cirúrgico é eficaz, e a cirurgia é reservada para situações em que outros tratamentos não tiveram sucesso ou em casos de complicações neurológicas graves.
Devemos entender que em alguns pacientes, o diagnostico de hernia de disco ou protrusão não deve ser visto isoladamente. Em casos de instabilidade, estenoses foraminais e estenoses de canal medular, a presença da hernia de disco é um fator adicional, sendo que a indicação neurocirurgia pode ser decorrente dos outros achados.
O “bico de papagaio”, também conhecido como osteófito, é uma projeção óssea que se forma ao longo das bordas das vértebras da coluna. Esses osteófitos são comumente associados à osteoartrite ou ao desgaste das articulações da coluna vertebral com o envelhecimento. Embora o termo possa soar alarmante, nem todos os casos de “bico de papagaio” exigem cirurgia.
Na maioria dos casos, o tratamento do “bico de papagaio” não requer cirurgia. O manejo conservador é frequentemente suficiente, especialmente se os osteófitos não estiverem causando sintomas graves. As abordagens conservadoras incluem:
Medicação, fisioterapia, mudanças no Estilo de Vida (perda de peso, atividade de baixo impacto, ergonomia) e Terapias Complementares (acupuntura)
A cirurgia para “bico de papagaio” na coluna é considerada apenas em situações onde os tratamentos conservadores falharam e os sintomas são graves, como:
Compressão Nervosa, Dor Crônica e Incapacitante, Instabilidade da Coluna:
Tipos de Cirurgia para Osteófitos na Coluna
Se a cirurgia for necessária, as opções podem incluir:
Laminectomia ou Laminotomia:
Descrição: Remoção de parte da lâmina (a parte posterior da vértebra) para aliviar a pressão sobre os nervos espinhais.
Discectomia:
Descrição: Remoção de parte de um disco intervertebral que esteja comprimindo um nervo, frequentemente realizada juntamente com a remoção de osteófitos.
Foraminotomia:
Descrição: Ampliar o forame (a abertura por onde os nervos espinhais saem da coluna) para aliviar a compressão nervosa causada pelos osteófitos.
Artrodese (Fusão Espinhal):
Descrição: Fusão de duas ou mais vértebras para estabilizar a coluna e reduzir a dor. Pode ser necessária se houver instabilidade significativa.
Considerações Finais
A decisão de operar deve ser cuidadosamente ponderada, levando em conta os benefícios potenciais, os riscos da cirurgia, e o impacto dos sintomas na qualidade de vida do paciente. Muitas vezes, uma abordagem conservadora é eficaz, e a cirurgia é reservada para casos em que os sintomas não podem ser gerenciados de outra forma. É importante discutir todas as opções com um especialista em coluna, que pode recomendar o tratamento mais adequado com base nas circunstâncias individuais do paciente.
A seleção dos candidatos depende de diversos fatores, incluindo:
Estágio da Doença: O DBS é geralmente indicado para pacientes em estágios moderados a avançados da Doença de Parkinson, quando os medicamentos, especialmente a levodopa, começam a perder eficácia ou causam efeitos colaterais como discinesias (movimentos involuntários).
Resposta à Medicação: Pacientes que ainda respondem relativamente bem à levodopa, mas apresentam flutuações motoras ou efeitos colaterais significativos, são os melhores candidatos. Se o paciente não responde bem à medicação, é menos provável que o DBS tenha sucesso.
Ausência de Demência ou Problemas Psiquiátricos Graves: Pacientes com demência ou distúrbios psiquiátricos graves (como depressão grave ou psicose) geralmente não são bons candidatos para o DBS, pois a cirurgia pode piorar essas condições.
Idade e Condições Gerais de Saúde: Embora não haja um limite de idade rígido, a cirurgia pode ser mais arriscada em pacientes muito idosos ou com condições médicas graves, como doenças cardíacas ou pulmonares.
Expectativas Realistas: É importante que os pacientes tenham expectativas realistas sobre o que a cirurgia pode alcançar. O DBS pode melhorar os sintomas motores, mas não interrompe a progressão da doença e não cura outros sintomas não motores, como a demência ou problemas de fala.
A cirurgia de estimulação cerebral profunda (DBS – Deep Brain Stimulation) é um tratamento cirúrgico usado em pacientes com Doença de Parkinson e outras condições neurológicas. Embora não cure a doença, pode ajudar a controlar sintomas motores, como tremores, rigidez e lentidão dos movimentos. O procedimento envolve a implantação de eletrodos em áreas específicas do cérebro, que são controlados por um dispositivo implantado no tórax.
Como funciona a cirurgia para Parkinson:
Seleção do Paciente: Antes da cirurgia, os candidatos passam por uma avaliação rigorosa, incluindo exames neurológicos, psicológicos e de imagem cerebral (como ressonância magnética) para identificar as áreas do cérebro envolvidas nos sintomas.
Planejamento e Mapeamento Cerebral: Durante o planejamento, o neurocirurgião utiliza exames de imagem para localizar com precisão as áreas do cérebro que controlam os sintomas motores. As áreas mais frequentemente alvo da DBS em pacientes com Parkinson são:
Núcleo subtalâmico (NST)
Globo pálido interno (GPi)
Tálamo (mais utilizado em casos de tremores severos)
Implantação dos Eletrodos:
Cirurgia de Implante de Eletrodos: Durante a cirurgia, o paciente pode estar acordado (com anestesia local) para que o neurocirurgião monitore as respostas motoras durante o procedimento. Pequenos orifícios são feitos no crânio e eletrodos são inseridos nas áreas-alvo do cérebro.
Teste de Resposta: Enquanto o eletrodo é inserido, o neurocirurgião pode testar os impulsos elétricos e observar o efeito nos sintomas motores do paciente. Isso ajuda a ajustar a colocação exata do eletrodo para obter melhores resultados.
Implantação do Neuroestimulador:
Dispositivo no Peito: Após o implante dos eletrodos, o paciente é sedado completamente para a segunda parte da cirurgia, onde um neuroestimulador (semelhante a um marca-passo) é colocado sob a pele, geralmente no tórax, abaixo da clavícula.
Conexão dos Eletrodos ao Estimulador: Fios subcutâneos conectam os eletrodos no cérebro ao neuroestimulador no peito. Esse dispositivo enviará pulsos elétricos controlados para o cérebro.
Ajustes e Programação:
Após a cirurgia, o médico neurologista ajusta o estimulador conforme necessário para otimizar o controle dos sintomas. A programação é feita com um dispositivo externo, onde a intensidade, frequência e amplitude dos impulsos elétricos são ajustadas.
Manutenção e Ajustes: O neuroestimulador precisa de ajustes regulares para garantir que os sintomas sejam controlados da melhor forma possível. A bateria do dispositivo também precisa ser trocada periodicamente.
Benefícios e Limitações
Benefícios: O DBS pode melhorar significativamente os sintomas motores, reduzir tremores, rigidez, e permitir que o paciente diminua a dose de medicamentos, minimizando efeitos colaterais. A qualidade de vida geralmente melhora com menos flutuações motoras.
O acompanhamento regular com uma equipe médica especializada é essencial após a cirurgia.
A troca do gerador dependerá de alguns fatores, como tipo de estimulação, local a ser estimulador e o modelo do gerador (geradores recarregáveis apresentam uma meia vida da bateria mais longa).
Sim, o tremor essencial pode ser tratado cirurgicamente em casos graves, quando os medicamentos não são eficazes ou causam muitos efeitos colaterais. O tratamento cirúrgico mais comum para o tremor essencial é a Estimulação Cerebral Profunda (DBS – Deep Brain Stimulation), que também é usada para a Doença de Parkinson.
Cirurgias para Tremor Essencial:
Estimulação Cerebral Profunda (DBS):
DBS envolve a implantação de eletrodos em áreas específicas do cérebro, geralmente no tálamo, uma região que controla os movimentos e está envolvida no tremor. Esses eletrodos são conectados a um dispositivo implantado no tórax, que envia impulsos elétricos controlados para o cérebro.
DBS pode ajudar a reduzir significativamente os tremores em várias partes do corpo, como mãos, braços e cabeça.
Vantagens: O DBS é ajustável e reversível. Se o tremor aumentar ou mudar ao longo do tempo, o neuroestimulador pode ser reprogramado para otimizar o controle dos sintomas.
Talamotomia:
A talamotomia é um procedimento cirúrgico mais antigo, em que uma pequena parte do tálamo é lesada de forma permanente, interrompendo os sinais cerebrais que causam o tremor.
Esta cirurgia é eficaz para o controle do tremor, mas tem sido substituída pela DBS por ser uma técnica irreversível, o que pode levar a complicações se houver problemas com a precisão ou efeitos colaterais neurológicos.
Ultrassom Focado Guiado por Ressonância Magnética (FUS):
Um tratamento mais recente e minimamente invasivo é o ultrassom focalizado, que destrói uma pequena área do tálamo sem a necessidade de abrir o crânio.
O ultrassom focalizado usa energia de ultrassom concentrada para aquecer e destruir o tecido no tálamo, sendo guiado por imagens de ressonância magnética para garantir precisão.
Vantagens: É uma opção menos invasiva, sem necessidade de cirurgia aberta, e geralmente tem um tempo de recuperação mais rápido.
Limitações: Como na talamotomia, o procedimento é irreversível e seus efeitos são permanentes, com possíveis efeitos colaterais, como problemas de fala ou desequilíbrio.
Os candidatos à cirurgia para tremor essencial geralmente apresentam:
Tremores incapacitantes que afetam a qualidade de vida e não respondem bem aos medicamentos.
Boa saúde geral, sem condições médicas graves que possam aumentar o risco cirúrgico.
Tremores que limitam atividades diárias, como comer, escrever ou vestir-se.